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Histórico

Última atualização em Terça, 15 de Junho de 2021, 14h21 | Acessos: 1426

 

Uma Breve História do Instituto de Ciências Exatas*

Prof. Dr. José Luiz de Souza Pio

 

Um Instituto científico é um coletivo de pessoas que atua na formação, capacitação e desenvolvimento científico de uma sociedade. Contar a história do Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal do Amazonas é contar a história de milhares de pessoas que compartilharam ideias, sentimentos, projetos e sonhos durante determinado período. É a história dos professores, pesquisadores, estudantes, técnicos administrativos, laboratoristas, trabalhadores autônomos e visitantes, que deixaram aqui, além dos resultados de seus trabalhos, boa parte de suas vidas. Por isso, essa breve história será contada como uma caminhada ao longo de uma estrada com todas essas pessoas ao longo de mais de quatro décadas de conquistas e transformações. Vamos à história.

Nossa caminhada começou no final da década de 1950. Manaus era uma cidade com a economia arruinada devido às décadas em que viveu quase que exclusivamente alicerçada na exportação da borracha. A partir de 1959 a cidade passou por mudanças administrativas e sua economia apostou na industrialização como uma política de integração ao resto do País e no crescimento e desenvolvimento econômico por meio da criação de projetos para integração e consciência nacional de valorização da região. Como meio de prover formação superior adequada aos novos desafios e da grande aspiração da juventude da época, surgiu a Faculdade de Filosofia do Amazonas.

Foi na Faculdade de Filosofia do Amazonas que se plantaram as sementes do ICE. Administrada pelo Governo Estadual, a Faculdade de Filosofia do Amazonas foi criada em 1959 com autorização para o funcionamento de seus três cursos iniciais – Filosofia, Matemática e Pedagogia. O Curso de Matemática, em particular, foi criado pela Lei nº 71, de 28 de dezembro de 1959, assinada pelo Governador Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo e pelo Secretário de Educação e Cultura, Cônego Walter Gonçalves Nogueira. A autorização para o funcionamento do Curso de Matemática junto à Faculdade de Filosofia foi regulamentada por meio do Decreto nº 50.046/61, em 24 de janeiro de 1961 e foi assinada pelo Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Em 1963 foi instalado na Faculdade de Filosofia do Amazonas o curso de Química. No ano seguinte, os bens de propriedade estadual que estavam em uso pela Faculdade de Filosofia do Amazonas foram doados pelo Governo do Estado para a recém-criada Universidade do Amazonas – UA e alterou sua denominação para Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, sendo posteriormente incorporada em definitivo pela Universidade do Amazonas em 29 de julho daquele ano.

No decorrer dos anos 60, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Amazonas instalou mais seis cursos: o curso de Letras, em 1965; Biblioteconomia e Ciências Naturais, em 1967; Serviço Social, em 1968; Comunicação Social e Educação Física, em 1969.

Mas, nem tudo eram flores. Os ventos da ditadura militar batiam fortes por aqui no início da década de 1970. O Brasil vivia o milagre econômico, o tricampeonato mundial de futebol e o Amazonas experimentava o clímax da Zona Franca de Manaus. Era uma época de contestações, de guerras, guerrilhas e revoluções. Mesmo assim, o processo de desenvolvimento desencadeado pelo governo militar na região amazônica abriu novas perspectivas, ofereceu novas possibilidades de emprego, alterou os níveis de renda e estimulou o crescimento demográfico. Isso exigiu da recém soerguida Universidade do Amazonas uma responsabilidade operacional, para a qual ainda não estava preparada.

Apesar das dificuldades de insuficiência de recursos humanos, materiais e do limitado espaço físico, a Universidade do Amazonas procurou moldar-se ao novo ambiente e responder prontamente às exigências que lhe eram atribuídas. Em 1972, atendendo as diretrizes do Ministério da Educação e Cultura, implantou sua Reforma Universitária. Dentro do espirito da reforma, a Universidade foi adquirindo condições de flexibilidade para a implantação de novos cursos que iriam decididamente atender uma clientela mais ampla. Por força de normas estatutárias, passou a funcionar com sete Unidades Acadêmicas, sendo três Institutos e quatro Faculdades. A base legal que norteou sua nova estrutura, definiu que, os Institutos ficariam com as ciências, tratando da formação básica dos alunos e as Faculdades com as ciências aplicadas, tratando da formação profissional.

Uma das consequências da reforma a mudança da Faculdade de Filosofia, Ciências em Letras da Universidade do Amazonas, oriunda da Faculdade de Filosofia, para Instituto de Ciências Humanas e Filosofia e o seu consequente desmembramento em outras unidades acadêmicas. Os cursos de Ciências Naturais e Educação Física foram transferidos para o Instituto de Ciências Biológicas – ICB. O curso de Pedagogia foi transferido para a Faculdade de Educação – Faced. Os cursos de Matemática e o de Química passaram a compor o Instituto de Ciências Exatas.

O ICE foi criado pelo art. 6º, letra a, do Capítulo III – Constituição Básica – do Estatuto da Universidade do Amazonas, aprovado pelo Decreto nº 66.810, de 30 de junho de 1970, assinado pelo Presidente Emilio G. Médici, em consonância com o Parecer nº 433/70 do Conselho Federal de Educação. Foi instalado pelo egrégio Conselho Universitário da então Universidade do Amazonas, no dia 21 de fevereiro de 1972. Aqui começou de fato a nossa caminhada.

O novo Instituto se estruturou inicialmente em três departamentos acadêmicos, os Departamentos de Matemática, Física e Química. A falta de professores fez com que alguns engenheiros, profissionais de nível superior com formação científica e pesquisadores do INPA passassem a exercer o papel de professores de Cálculo, Geometria Analítica, Geometria Descritiva, Química Geral, Química Orgânica e Física Geral I. Muito se deve hoje ao esforço e dedicação desses pioneiros que com muito empenho e dedicação edificaram as sólidas bases do Instituto de Ciências Exatas.

A partir de 1976 começaram a funcionar no ICE os cursos de Geologia e Estatística, sob responsabilidade dos Departamentos de Geologia e de Matemática, respectivamente. Nesse mesmo período, também foram criados no âmbito da Universidade os cursos de Engenharia Elétrica, Mecânica, Florestal e Agronomia. Um pouco mais tarde, em 1979, foi criado o Departamento de Estatística e Computação. Todos esses demandando disciplinas básicas a serem ofertadas pelos departamentos de matemática, física e química do ICE. A Universidade do Amazonas passou a ter o total de vinte e sete cursos em funcionamento. A pesar dos pesares, os anos de 1970 foram sem dúvida uma época de grande expansão do ensino superior no Brasil. O número de matrículas no ensino superior deu um salto de 300 mil alunos matriculados em 1970, para aproximadamente 1,5 milhão de alunos no final da década.

A década de 1970 termina trazendo novos anseios da comunidade acadêmica da Universidade do Amazonas, principalmente em relação à construção do Campus Universitário. Da sua criação em 1962 até 1976, as Unidades Acadêmicas que faziam parte da Universidade do Amazonas funcionaram em prédios isolados, espalhados pelo centro da cidade, como o caso do ICE, que se situava na Rua Ramos Ferreira, no prédio onde hoje funciona o Museu da Universidade Federal do Amazonas (Figura 1).

Primeira Sede do ICE

Figura 1. Primeira sede do ICE. Neste local funciona hoje o museu da UFAM.

A doação de uma área verde, nas proximidades do distrito industrial pelo Governo do Estado, no final dos anos de 1960, ensejou a construção do Campus Universitário, situado em uma área com mais de 6 milhões de Km2. As obras do Mini Campus (o setor Sul) tiveram início em 1969 e as atividades de ensino, em março de 1977 (Figura 2).

Campus Universitário

Figura 2. O Campus Universitários. Vê-se ao fundo a pista de corrida e em primeiro plano os blocos do ICE.

Os anos 70 foram os anos do pioneirismo. O primeiro diretor do Instituto de Ciências Exatas foi o Professor Octávio Hamilton Botelho Mourão (1972-1974), que alguns anos depois foi Reitor da Universidade do Amazonas. Na sequência tivemos o Professor Arnaldo Felisberto Imbiriba da Rocha (1974-1975), o Professor Luiz Irapuan Pinheiro (1975-1977), o Professor Raimundo Moacir Lima Filho (1977-1978) e o Professor Sócrates Mesquita Batista Filho (1978-1981).

Os anos de 1980 marcam um período de forte instabilidade política e econômica no Brasil. Por isso mesmo a literatura costuma se referir aos anos de 1980 como a “década perdida”. Ao longo dos anos 80, a pressão social por eleições resultou na escolha do primeiro presidente civil e o fim do regime militar. Do ponto de vista econômico, o Brasil tinha herdado os altos índices de endividamento dos períodos e dos planos de desenvolvimento anteriores e enfrentávamos dificuldades para a rolagem da dívida por parte das instituições credoras. Esse fato levou o país às portas de uma hiperinflação e a consequente redução da expansão universitária experimentada na década anterior.

A década de 1980 inicia com o ICE já instalado em sua nova casa. A princípio, essas novas dependências seriam provisórias, enquanto as obras do Campus Universitário, o setor Norte, não fossem concluídas. A espera pela conclusão dessas obras levou mais de vinte anos, devido, principalmente, ao contexto político e econômico desse período.

A construção do Campus Norte, projeto do Arquiteto e professor da Faculdade de Tecnologia Severiano Mário Porto, foi iniciada em 1981. Em 1985 foram inaugurados os primeiros pavilhões de salas de aula e parte administrativa do Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL. Outros Pavilhões foram sendo construídos e outros cursos foram sendo instalados. Em 1992, a Direção maior da instituição instalou-se no Campus. Mas, o ICE só vai chegar ao Campus Universitário a partir de 2009.

Consolidar-se academicamente significa ter infraestrutura física e laboratorial e pessoal qualificado para o exercício do ensino de graduação e pós-graduação, da pesquisa e da extensão universitária. O ICE se consolidou em um período difícil, por meio de um processo se estendeu praticamente até o final da década de 1990. Os professores foram incentivados a se qualificarem em nível de mestrado e doutorado, motivados principalmente pela volta de colegas que tinham saído para a pós-graduação em matemática, física e química no fim da década anterior. Mas, muito poucos arriscaram partir para a qualificação fora de Manaus em um momento tão instável. Tais fatos, atrelados à necessidade cada vez maior da qualificação dos professores do ICE, fez com que o curso de Química iniciasse as atividades pioneiras na pós-graduação. Em 1985 é criado o curso de Mestrado Interinstitucional em Química de Produtos Naturais, em convênio com o INPA. Os laboratórios foram sendo criados e estruturados. Alguns a partir de doações de Instituições e Universidades nacionais e estrangeiras. Os prédios do minicampus, que eram provisórios, começaram a se tornar permanentes.

Em 1981, o Conselho Universitário aprovou, através da Resolução nº 004/81, o Curso de Bacharelado em Matemática para funcionar, juntamente com a Licenciatura, sob a administração do Departamento de Matemática.

Em 1985 é criado o Departamento de Ciência da Computação e com ele o curso de Bacharelado em Processamento de Dados. Inicialmente constituído por professores com formação em matemática, administração, economia e engenharia, todos oriundos do Departamento de Estatística e Computação, o curso de Processamento de Dados trouxe um novo fôlego ao ICE, principalmente devido ao grande interesse pela área de computação no momento em que o Brasil adaptava-se ao neoliberalismo e experimentava a reserva de mercado para os produtos de informática, na tentativa de criar um mercado forte nesse segmento da economia.

Essa nova concepção de mundo neoliberal leva para dentro das instituições escolares a lógica da produção mercantil influenciando todos os níveis de educação, principalmente, a educação superior. O processo resultante de uma nova fase de reestruturação capitalista é marcado por políticas de centralização, de diferenciação e de diversificação institucional e, especialmente, de privatização da esfera pública.

A década de 1980 marca o período de consolidação do ICE. Nesse período, a direção do Instituto foi exercida pelos Professores Ayssor Paulo Mourão (1981-1984), Waldemir Costa da Rocha (1984-1985), Edmilson Bruno da Silveira (1983-1989), Kleber Filgueiras Bastos (1989-1993).

A crise iniciada nos anos de 1980 encerrou o ciclo desenvolvimentista que prevaleceu no Brasil desde os anos 50 e abriu as portas para uma série de transformações na economia brasileira. No começo dos anos de 1990, teve início a reforma do Estado e a liberação comercial e financeira, que seria ampliada e consolidada com o Plano Real. Na educação, a aplicação do modelo neoliberal ganha mais vigor. As políticas públicas são reformuladas por meio da reforma de Estado, que causou modificações significativas nos padrões de intervenção estatal, redirecionando mecanismos e formas de gestão e, consequentemente, as políticas educacionais. O conjunto dessas ações no âmbito educacional resultou na aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Por outro lado, na dinâmica desse processo de expansão do ensino de terceiro grau, produziu-se um complexo e diversificado sistema de instituições.

O ICE iniciou os anos de 1990 retomando, com força e vigor, o processo de consolidação iniciado na década passada. O Instituto entra no seu período de amadurecimento, dando respostas positivas para os cursos de graduação, apoiando o processo de interiorização da Universidade por meio dos cursos de Matemática, Física e Química no Campus de Parintins, ampliando e criando programas de pós-graduação. Em 1991, o Departamento de Estatística e Computação foi desmembrado em Departamento de Estatística e Departamento de Ciência da Computação.

No início da década de 1990, muitos professores partiram para fazer seus cursos de mestrado e doutorado nas melhores universidade e centros de pesquisa do Brasil e do Mundo. Concomitantemente, novos cursos de pós-graduação foram criados no ICE. Em 1993 foi criado o programa de Mestrado e Doutorado em Física, em convênio com a Universidade Federal de São Carlos, tratando de áreas de pesquisa importantes, como Física Estatística, Sistemas Complexos e Teoria dos semicondutores, metais e ligas.

O programa de mestrado em Matemática foi criado em 1994, por meio da Resolução n° 006/94/CONSEPE, tendo por base o Processo n° 096/94. Iniciou suas atividades em 1995 oferecendo cursos nas áreas de Geometria Diferencial e Álgebra. Atualmente, são oferecidos cursos nas subáreas de Geometria Diferencial, Estatística, Álgebra, Otimização e Computação Gráfica. O curso foi reconhecido pela CAPES/MEC através da Portaria 2.530/2002.

Em 1998, em convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais, foi implantado o curso de pós-graduação em Ciência da Computação, dando as bases para a criação do programa de pós-graduação em Informática, criado em 2001. Em 1999 também foi criado o Mestrado em Geociências e, um pouco mais tarde, o curso de Estatística se integra ao programa de pós-graduação em Matemática.

Durante os anos 90 a direção do Instituto esteve nas mãos dos Professores Everardo Lima Maia (1993-1997) e Ademar Raimundo Mauro Teixeira (1997-2001).

O século XXI introduz o ICE no seu período de expansão e frutificação. As sementes do conhecimento e do desenvolvimento científico foram plantadas pelos pioneiros nos anos 70, cultivadas durante os anos 80, germinaram durante os anos 90, cresceram e frutificaram nos dias atuais. O ICE hoje abriga cinco áreas do conhecimento: Matemática, Estatística, Física, Química e Geologia. Possui nove cursos de graduação, sendo cinco em suas áreas de competência e quatro licenciaturas, funcionando em dois turnos, e ainda cinco programas de pós-graduação.

O primeiro fruto do ICE nasceu com a criação do Instituto de Computação (IComp) em 2011. O crescimento quantitativo e qualitativo do quadro docente do antigo Departamento de Ciência da Computação favoreceu o desenvolvimento de novos cursos de graduação nas áreas de Computação e consolidou o programa de programa de pós-graduação em Informática com seus cursos de mestrado e doutorado, levando, assim, a criação do IComp. Esses fatos induziram um novo desafio para o futuro do ICE: manter-se como Unidade Acadêmica ou frutificar-se em novos Institutos? O tempo e os anseios dos Departamentos nos darão em breve a resposta.

A partir do ano 2000 até os dias atuais o ICE viveu seu período de expansão, onde estiveram como diretor e vice-diretor respectivamente, os Professores Paulo Ariston de Almeida Ramos (2001-2005), Albertino de Souza Carvalho e José Cardoso Neto (2005-2009), e Jamal da Silva Chaar e Disney Douglas de Lima Oliveira (2009-2013), Cícero Motta Cavalcanti e Marta Silva dos Santos Gusmão (2013-2017) e atualmente; a partir de 2017; os Professores Raimundo Ribeiro Passos e Nilomar Vieira de Oliveira.

A participação do Instituto também é marcante na administração superior da UFAM. Dois professores do ICE já foram reitores. O professor Octávio Mourão, do Departamento de Física, foi o último reitor do regime militar, ocupando a reitoria de 1977 a 1984; o Prof. Hidembergue Ordozgoith da Frota, também do Departamento de Física, foi reitor por dois períodos, de 2001 a 2009. O Prof. Ademar Raimundo Mauro Teixeira, na época professor do Departamento de Estatística e Computação, ocupou a vice-reitoria da UFAM na gestão do Prof. Roberto Vieira (1985-1989). Nota-se ainda a marcante presença de professores do ICE ocupando cargos de pró-reitores e diretores de departamentos em todas as gestões da UFAM.

Notoriamente o ICE tornou-se uma referência em pesquisa na UFAM. Pioneiro na implantação de programas de pós-graduação interinstitucional, o ICE consolidou sua política de pós-graduação formando e investindo na seleção e contratação de professores doutores que imprimem excelência e qualidade em suas ações acadêmicas, na graduação e pós-graduação.

O ICE também vem participando do PARFOR (Plano Especial de Formação de Professores de Educação Básica) desde sua implantação em 2009 com ofertas de turmas dos cursos de licenciatura em física, química e matemática nos municípios de Altazes, Benjamin Constant, Borba, Coari, Codajás, Envira, Ipixuna, Manaquiri, Maués, Novo Ayrão, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, Tabatinga Itacoatiara, Manacapuru, Carreiro da Várzea, Caapiranga, Lábrea, Nova Olinda do Norte, Santa Isabel do Rio Negro. Com melhor infraestrutura e logística institucional, corpo docente qualificado e ampliado e planejamento acadêmico centrado nas demandas das políticas públicas do Amazonas e na modernização da matriz organizativa da Política de Estado de Ciência e Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Sustentável do Brasil, o ICE assumiu novas responsabilidades e compromissos institucionais.

Ao longo dos mais de 40 anos, o Instituto de Ciências Exatas cresceu, consolidou seus cursos de graduação e pós-graduação, destacou-se pela relevância da produção científica de seus professores e pesquisadores. O ICE se firmou como a referência na formação e qualificação em Ciências Exatas no Estado do Amazonas, tornando-se um dos principais centros de pesquisa científica no Norte e Nordeste do Brasil.

A construção de soluções para a melhoria da qualidade de vida com a preservação sustentável do planeta, a busca pela qualidade nos programas de formação acadêmica nos níveis de graduação e pós-graduação, aliados a inserção do Brasil e dos problemas amazônicos no cenário científico mundial passaram a exigir do Instituto de Ciências Exatas novos desafios.

O ICE tem feito uma longa caminhada até aqui. Mas, ainda tem muito chão pela frente. Alguns amigos dessa jornada passaram para além da curva da estrada. E é em nome deles, que marcaram com seu trabalho, amizade e companheirismo a nossa jornada que este trabalho é dedicado: Prof. Dr. Alfredo Wagner (matemática), Prof. Dr. José Wilson (física), Prof. MSc. Pedro Ivo (geologia), Prof. Dr. Ivan Tribuzy (matemática), Prof. MSc. Ayssor Mourão (química), Prof. MSc. José Henrique (matemática), Prof. Dr. Kleber Bastos (química). A luta continua!

 

*Texto apresentado em comemoração aos 40 anos do ICE, com pequenas modificações em 2019 pelo autor para esta inserção na página do ICE.

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